Companhia Turística do Douro, Lda, é uma empresa que se dedica à organização, o e a promoção de Cruzeiros e Circuitos Turísticos. Numa região de excelência que é o Douro Vinhateiro o objectivo desta Companhia é divulgar a região, assentando a sua acção em três vectores:  a vinha, o vinho e o rio.  Este é o conceito inicial, que está bem cimentado. Ou seja, é a partir daqui que as pessoas vão conhecer a região duriense porque temos uma oferta de serviços que cobre toda a região.  A descoberta do Douro é feita através das viagens de barco, dos passeios de comboio, das visitas às quintas, das provas de vinhos, aliando e envolvendo componentes culturais que proporcionam ao turista uma mais valia que só encontram no local.

Contamos com a experiência de vários anos no que respeita a passeios turísticos no Douro pois operamos neste rio desde 1993. A sede da Companhia localiza-se no Pinhão, centro geográfico da Região Demarcada e classificada pela UNESCO. Possuímos um espaço de embarque e desembarque de passageiros no cais do Pinhão num local privilegiado, onde as nossas embarcações mantêm permanência ao longo de todo o ano.

Temos estabelecido parcerias com hotéis da região e agências de turismo e procuramos desde sempre a solução mais indicada para cada cliente de uma forma personalizada, buscando a sua total satisfação.

Somos completamente flexíveis em termos logísticos, na organização de programas e passeios, possuímos uma frota diversificada e adequada a diferentes orçamentos, nomeadamente barcos Rabelos e lanchas rápidas. Contamos igualmente com tripulação profundamente conhecedora do Rio, da Região e da Cultura Duriense, bem como fluente em Inglês e Francês.

 

Companhia Turística do Douro, Lda

Rabelo

 

Barco Rabelo

 

 

Quinta de Ventozelo 

 

Barco Quinta de Ventozelo

   

    

Barão Forrester

 

Barco Barão Forrester

 

 

Douro Tawny

 

Barco Douro Tawny

 

 

Tedo I

 

Barco Tedo I

O rio Douro nasce na Serra de Urbión, no norte de Espanha, a cerca de 2000 metros de altitude. É o segundo maior rio de Portugal com um comprimento total de 927 km; em território português, este rio tem apenas 207 km de comprimento e é navegável ao longo de todo esse percurso, graças às cinco barragens que são, hoje em dia, também uma atracção devido ao seu desnível: as barragens do Pocinho, da Valeira, de Bagaúste, do Carrapatelo e a de Crestuma. A Barragem do Carrapatelo tem um desnível no nível da água de 35 metros, um dos maiores desníveis da Europa.

Foi este rio, que em tempos era muito estreito e perigoso, que trouxe prosperidade à região, visto que através dele que se fazia o transporte do precioso néctar, o Vinho do Porto. Em séculos passados o rio representava um desafio e um perigo para os que nele navegavam. Estava repleto de fortíssimas correntes e pedras meias submersas. Nessa altura apenas um pequeno barco de madeira – o Rabelo – conseguia navegar nestas águas e fazer o transporte do vinho desde o Vale do Douro até à foz, em cujas margens se situam as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

O barco rabelo era uma embarcação típica do Rio Douro usada para transportar as pipas de vinho, sendo um barco de rio de montanha com comprimento entre 19 e 23 metros. Os rabelos não tinham quilha e eram de fundo chato construídos com tábuas sobrepostas.

De vela quadrada era manejado normalmente por seis ou sete homens. Quanto aos mastros, os primeiros só usavam um, surgindo mais tarde alguns com mastro à proa e um remo longo à popa – a espadela. Quando necessário, estes barcos, eram puxados a partir de caminhos de sirga por homens ou por juntas de bois.

Capazes de transportar até 100 barris de vinho, os rabelos eram instantaneamente reconhecidos pelo seu longo e elegante remo de direcção. Homens incrivelmente corajosos e fortes compunham a tripulação de cada rabelo, todos eles sabendo que a próxima jornada poderia ser a sua última. Por forma a navegar uma vez só os rabelos precisavam de ser posicionados com grande precisão no rio, já que uma vez apanhados na corrente, nada mais restava à tripulação do que ter esperar e rezar que estes emergissem incólumes nas águas calmas que se seguiam, aí, o mestre no quadrante libertava a direcção do remo, tirava o seu boné e, em seguida, cruzava os braços exclamando: "Agora vai com Deus”.

Após o empenho e interesse de D.ª Antónia Ferreira, ou Ferreirinha, a primeira via ferroviária do Douro terminou em 1887. Deixando o rabelo de ser a única opção para o transporte de vinho e de mercadorias volumosas para a costa. Ainda assim, essas corajosas embarcações mantiveram-se em actividade durante muitas mais décadas. Foi a vinda das estradas que mudou para sempre esta realidade. A última viagem comercial de um rabelo crê-se ter ocorrido em 1964.

No entanto, todos sabemos que sem os rabelos e as suas corajosas tripulações, o comércio de vinho nunca teria prosperado, daí que todos os durienses se tenham unido no sentido de salvar os rabelos da extinção. Muitos foram os que construíram rabelos para lembrar de seus dias de glória, espalhando-os pelo caudal do rio Douro. Actualmente, são ainda utilizados pelos turistas para passeios no rio Douro.

 

Imagem alusiva à história dos Rabelos